Após oficializar partido, Paulinho encontra Aécio e fala em apoio para 2014

Deputado sinaliza que Solidariedade será de oposição ao governo; depois de encontro, tucano elogia 'projeto alternativo' da nova sigla

Erich Decat - Agência Estado

25 de setembro de 2013 | 14h11

Brasília - Pouco depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a criação do partido Solidariedade, o idealizador da legenda, deputado Paulinho da Força, se reuniu com o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), na manhã desta quarta-feira, 25. O tucano foi o primeiro dirigente partidário procurado pessoalmente por Paulinho. Na noite dessa terça, 24, apesar das suspeitas de irregularidades na coleta das assinaturas, o TSE aprovou o registro da sigla por 4 votos a favor e 3 contrários.

O encontro dos dois dirigentes foi acompanhado com exclusividade pelo Broadcast Político e durou cerca de meia hora, no gabinete do senador, em Brasília.

Na saída, os dois trocaram amenidades, se trataram como "velhos amigos", e ressaltaram a possibilidade de se alinharem nas próximas eleições de 2014. Atualmente, Aécio é o provável candidato do PSDB. "Acho que o Paulinho e eu temos algo em comum, que é a visão de que esse ciclo de governo do PT em beneficio do Brasil precisa ser encerrado", afirmou o tucano.

O senador também ressaltou as afinidades entre o PSDB e a legenda recém-criada. "A disposição que vejo do Paulinho é de se alinhar com um projeto de alternativa, de oposição, e ele é bem-vindo", reiterou Aécio.

O tucano também comemorou a possibilidade de o Solidariedade tirar alguns parlamentares de legendas da base aliada do governo Dilma Rousseff. Entre aqueles que devem perder parte da bancada para o novo partido está o PDT e o PSD. As duas legendas detêm cargos no governo federal. "Toda a ação do governo até aqui foi no sentido de permitir e fortalecer partidos que estão nas suas bases de apoio. O Solidariedade talvez seja a primeira iniciativa exitosa de um partido que não esteja automaticamente alinhado com o governo", disse.

Ao lado de Aécio, Paulinho ressaltou que se depender dele, o partido será de oposição à presidente Dilma Rousseff nas eleições. "Tenho hoje grandes divergências com a presidente Dilma pelo não cumprimento das questões trabalhistas que ela se comprometeu, antes das eleições, e não cumpriu, abandonou as causas trabalhistas", criticou.

A atuação da nova bancada no Congresso deverá ser, no entanto, "independente". Integrantes do Solidariedade se reúnem na tarde desta quarta em Brasília para acertar o processo de filiação e o estatuto.

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