Após morte de inocentes, polícia do Rio usará armas não-letais

Depois do recente envolvimentode policiais na morte de inocentes no Rio de Janeiro, aSecretaria de Segurança Pública do Estado anunciou nestaquarta-feira que armas não-letais passarão a ser usadas nopoliciamento para tentar reduzir as fatalidades. Os policiais militares que fazem patrulhas nas ruascomeçarão a utilizar armas com balas de borracha, bombas deefeito moral e gás de pimenta, entre outros instrumentosnão-letais, durante suas atividades. O equipamento, entretanto, não será utilizado nas operaçõesem favelas controladas por facções criminosas ligadas aotráfico de drogas, informou o secretário de Segurança Pública,José Mariano Beltrame. "Nosso pensamento é sempre proteger o cidadão e combater aminoria criminosa. As armas não-letais valorizam o usoescalonado da força policial", disse a repórteres o secretário,que acompanhou o início do novo treinamento dos policias, nestaquarta-feira. "É lógico que os policiais precisam de armas letais, masestas são a última alternativa. Em casos específicos comodistúrbios em manifestações, o armamento não-letal auxiliadecisivamente na solução sem efeitos fatais", acrescentou. Inicialmente, 25 policiais que atuam no patrulhamentoostensivo serão treinados para o uso do armamento não-letal, ea estimativa é que a atividade seja ampliada a 225 policiais daregião metropolitana do Rio. O Estado recebeu da Secretaria Nacional de SegurançaPública (Senasp) mais de 600 mil reais em armas desse tipo,como legado dos Jogos Pan-Americanos de 2007. O Ministério daJustiça, através do Programa Nacional de Segurança comCidadania (Pronasci), ainda vai destinar outros 55 milhões dereais ao Rio em equipamentos. Este mês, a Polícia Militar do Rio esteve diretamenteenvolvida na morte de pelo menos dois inocentes. Na Tijuca, zona norte da cidade, policiais confundiram umveículo de passeio com um carro usado por bandidos em fuga eacabaram baleando um menino de 3 anos que morreu horas depoisno hospital. Na semana passada, um administrador de 36 anos que estavasequestrado em seu próprio carro morreu vítima de disparosfeitos por policias que trocaram tiros com o sequestrador, nobairros de São Cristóvão, também na zona norte. (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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