Após Lula lançar edital, Serra diz que projeto do trem-bala 'não está claro'

Declaração foi feita no mesmo dia em que Lula assinou edital de leilão do projeto

Wilson Lima, especial para o Estado / SÃO LUÍS,

13 Julho 2010 | 17h14

O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, criticou nesta terça-feira, 13, o projeto do trem-bala que ligará São Paulo a Campinas e ao Rio de Janeiro, e cujo edital foi lançado mais cedo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Serra, o projeto "não está claro" e faltam aspectos importantes como o real valor da obra e uma eventual participação da iniciativa privada no projeto.

 

"O trem-bala é um projeto que não está claro. Parece que seria tudo do governo, mas é preciso ver se é isso mesmo", afirmou. Serra está na capital maranhense cumprindo agenda de campanha. O candidato também passou pela sede da Associação Comercial do Maranhão para receber o título de cidadão ludovicense.

 

As declarações foram feitas no mesmo dia em que Lula assinou o edital do leilão do projeto. Durante a solenidade, o presidente elogiou a principal adversária de Serra no pleito presidencial, a petista Dilma Rousseff. "Na verdade, é o seguinte, eu não posso deixar de dizer aqui que nós devemos o sucesso disso tudo que a gente está comemorando aqui a uma mulher, que na verdade eu nem poderia falar o nome dela", disse o presidente, que tem recebido críticas da oposição por usar a máquina estatal para promover sua candidata. "A companheira Dilma Rousseff assumiu a responsabilidade de fazer (o projeto), foi ela quem cuidou", continuou.

 

O leilão para escolher as empresas que irão tocar a obra do trem-bala será realizado no dia 16 de dezembro. Durante o lançamento do edital, nesta terça, o governo ratificou a participação do BNDES no financiamento de 60,3% da obra, o que irá representar a disponibilidade de R$ 20 bilhões pelo banco, do total de R$ 33,1 bilhões previstos para o projeto. Ainda de acordo com a proposta do governo, caberá aos investidores privados investir R$ 9 bilhões nas obras. Os outros R$ 4 bilhões deverão ser financiados pelo país de origem dos fornecedores de equipamentos.

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