Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Após livro de poesias, presidente em exercício pensa em escrever romance

Sem tempo livre, projeto de Michel Temer ficará para depois do governo

Tânia Monteiro, Vera Rosa e Marcelo Beraba, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2016 | 05h00

BRASÍLIA - Aliviado com o resultado das eleições para presidente da Câmara, na madrugada desta quinta-feira, 14, o presidente em exercício Michel Temer disse não se incomodar ao ver diariamente a foto da presidente afastada Dilma Rousseff nas paredes do Palácio do Planalto. 

“Quem está nesta posição tem de estar acima destas coisas”, disse Temer, que estava descontraído e animado com a mudança da família de São Paulo para Brasília. “Aqui é muito mais fácil. É muito bom.”

A vida atribulada do presidente em exercício alterou sua rotina de caminhadas. A chegada da família a Brasília também o obrigou a mudar o hábito de reuniões noturnas no Palácio do Jaburu. Tudo porque sua mulher, Marcela, não gosta de encontros políticos até tarde da noite.

Ele se queixou da falta de tempo, mas diz que começou a ler A Noite do Meu Bem, de Ruy Castro, que conta histórias do samba-canção. Afirmou, ainda, que terminou a leitura de Querido Líder, de Jang Jin-sung, sobre os “segredos explosivos” da ditadura norte-coreana revelados por um alto funcionário do regime. “Tem histórias saborosas.” 

Escritor. Temer lembrou que escreveu um livro de poesias e disse que ficou temeroso de publicá-lo por ter sido “uma brincadeira”. Anunciou, porém, que pensa em escrever um romance quando deixar o governo. “Farei isso depois. Agora não dá. Eu tinha dor de cabeça no passado e hoje não tenho tido nem tempo para isso”, afirmou, gargalhando. 

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