Após Kassab se dar 10, Alckmin evita avaliar o prefeito

Para governador, cabe à população dar nota; em sabatina realizada na segunda-feira, prefeito disse considerar sua administração 'nota 10'

Gustavo Uribe / SÃO PAULO, Agência Estado

21 de junho de 2011 | 13h08

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), evitou nesta terça-feira, 21, dar uma nota ao desempenho do prefeito Gilberto Kassab (sem partido) à frente da administração da capital paulista. "Quem tem de avaliar é o povo, quem sou eu para fazer avaliação?", respondeu, ao ser questionado sobre o assunto. Alckmin também preferiu não conceder nota à sua atuação no comando do Palácio dos Bandeirantes: "É também a população (que deve opinar), isso não nos cabe."

 

Na segunda-feira, 20,, em sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo portal UOL, Kassab deu nota dez à própria gestão e se esquivou de avaliar a administração do governador tucano. Alckmin participou hoje de encontro no Palácio dos Bandeirantes com o vice-primeiro-ministro do Reino Unido, Nick Clegg.

 

Presos

 

Alckmin chamou de "decisão interna" do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) o aumento, desde maio, do ritmo do número de detentos que receberam o regime aberto e a liberdade condicional no Estado. O governador disse que, segundo leu na imprensa, muitos presos estavam detidos indevidamente devido à lentidão na análise dos processos de execução.

 

"Se a pessoa é condenada, ela vai cumprir a pena e, normalmente, você não sai direto de um regime fechado para a liberdade", ressaltou. "Então, aí, é uma decisão interna da Justiça." O governador lembrou que São Paulo tem hoje 38% da população carcerária brasileira.

 

Reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo mostrou que, entre 3 de maio e 15 de junho, foram colocados nas ruas 1.972 presidiários, uma média de 61 por dia útil. Neste período, teve início uma força-tarefa do TJ-SP na análise de 23 mil processos de progressão de pena. Os detidos que foram beneficiados com a iniciativa cumpriam regime semiaberto. A medida, segundo a reportagem, alivia o déficit de vagas no Estado de São Paulo.

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