Após irritação, Lula diz que só fala sobre Renan no Brasil

Presidente-que está na Noruega- recusou-se mais cedo a comentar absolvição do presidente do Senado

14 de setembro de 2007 | 15h51

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, 14, que só fala sobre a absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na volta ao Brasil, segundo a GloboNews. O presidente está em Oslo, na Noruega, e deve voltar na semana que vem. Veja Também: Tudo sobre o caso Renan  Mais cedo, Lula não escondeu a irritação com a pergunta dirigida a ele sobre Renan e se recusou a respondê-la. Ao lado do primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, Lula escapou da pergunta, feita pela repórter do Estadão, durante conferência de imprensa.  Questionado se o governo havia orientado a bancada do PT a absolver Renan e se o Planalto pressionava o aliado a se licenciar do cargo - diante da ameaça da oposição de não votar projetos de interesse do Executivo -, o presidente abriu os braços e balançou a cabeça, em sinal de contrariedade. "Eu só lamento que na minha despedida eu tenha de falar do Brasil. Seria tão mais fácil um jornalista do Estadão lá no Brasil ligar para o presidente do PT e receber todas as informações", reclamou. "Quando eu chegar ao Brasil, na terça-feira, você me faça quantas perguntas quiser sobre o Renan, sobre o PT, que eu falarei com o maior carinho. Mas eu estou terminando uma viagem de uma semana, estou tão cansado quanto vocês e não é justo que essa viagem não tenha despertado nenhuma curiosidade ao Estadão", encerrou. Não houve direito a réplica. Caso arquivado Na noite da última quarta-feira, 12, o primeiro caso envolvendo o presidente do Senado chegou ao fim. Por  40 votos a favor, ele se livrou da cassação do seu mandato .  Renan era acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista ligado à construtora Mendes Junior, como uma pensão destinada à jornalista Monica Veloso- com quem Renan tem uma filha fora do casamento.  Além desta representação, Renan é alvo de mais três processos e dois já correm no Conselho de Ética. Ele é acusado de beneficiar a cervejaria Schincariol, ser dono oculto de duas emissoras de rádio em Alagoas e ter participado de um suposto esquema de propina envolvendo membros do PMDB

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