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Após gritos, presidente da CMN 'explica' discurso de Dilma

Paulo Ziulkoski, da Confederação Nacional dos Municípios, afirmou que R$ 3 bilhões anunciados pela presidente referem-se a fundo municipal, uma das principais reivindicações dos prefeitos

Leonencio Nossa

10 de julho de 2013 | 13h33

Após a presidente Dilma Rousseff deixar a Marcha dos Prefeitos, nesta quarta-feira, 10, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CMN), Paulo Ziulkoski, pegou o microfone para desfazer um mal-entendido. Ele tratou de explicar aos participantes do evento que os R$ 3 bilhões anunciados por Dilma representavam um aumento de cerca de 1,3% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Durante o discurso da presidente na 16ª Marcha dos Prefeitos, por entender que ela ignoraria o pedido de revisão do fundo, parte da plateia reagiu com gritos e vaias.

Diante do esclarecimento de Ziulkoski, muitos deixaram o evento avaliando que as vaias foram injustas. Oficialmente, porém, os prefeitos reivindicam um reajuste de 2% do FPM e não apenas para este ano, mas de forma constante.

O prefeito de Inhaúma (MG), Max Oliveira Santos (DEM), disse que houve "uma indelicadeza" da plateia e uma incompreensão do que a presidente havia dito. "O que ela anunciou foi um aumento do FPM, mas não soube explicar". Na mesma linha, o prefeito de Ipixuna do Pará (PA), Salvador Chamon Sobrinho (PT), também considerou que a presidente não soube se expressar. "Ela poderia ser mais clara. Começou bem o discurso, mas não soube dar detalhes do anúncio", disse. Outro prefeito, Francisco Araújo (PDT), da cidade de Barro (CE), afirmou que Dilma não merecia vaias. "Só houve um problema de comunicação", avaliou.

Alguns prefeitos lembraram que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já recorreu a um instrumento chamado Auxílio Financeiro aos Municípios (AFM) para anunciar recursos como os que foram prometidos por Dilma nesta quarta.

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