Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

Após farpas com Maia, Moro cita 'liderança' do presidente da Câmara

Segundo ministro da Justiça e Segurança Pública, houve declarações ásperas, mas que são absolutamente superáveis. 'Depois da tempestade, sempre vem a bonança', disse

Breno Pires, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2019 | 21h57

BRASÍLIA - Mesmo após declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, indicando que a Casa não priorizará o pacote de leis anticrime apresentado pelo governo, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, destacou a "liderança" do deputado e disse que "depois da tempestade, vem a bonança".

"Nós temos um bom relacionamento. Houve algumas declarações ásperas, mas isso é absolutamente superável. Isso é normal. Como se diz: depois da tempestade, sempre vem a bonança. E há plenas condições de dialogar e construir junto uma agenda sob liderança do presidente Rodrigo Maia", disse Sérgio Moro, após discursar em um evento no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O Ministério da Justiça e Segurança Pública não foi convidado para a primeira reunião do grupo de trabalho criado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para discutir os projetos de lei que tratam de modificações na legislação penal e de processos penais. Marcada para a próxima terça-feira, 26, pela manhã, a reunião terá a presença do idealizador do outro projeto que concorre com o de Moro no Congresso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ele presidiu a comissão de juristas que encaminhou à Câmara, no ano passado, outras propostas ligadas ao combate ao crime. Os projetos serão discutidos em conjunto. "Esse é um comitê de trabalho lá deles, né? Nós temos o projeto e devemos ser consultados do percurso", disse Moro.

No evento no Cade, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, Moro destacou a inclusão do órgão no comitê de concorrência da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) como membro associado. "É uma grande conquista do Cade. Mas, mais do que isso, é uma conquista para o Brasil, um passo importante para o País se tornar um membro pleno da OCDE, a sua inclusão no comitê de concorência como membro associado", disse 

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