Rodolfo Buhrer/Reuters
Rodolfo Buhrer/Reuters

Após falar em 'pacto de sangue', PT suspende Palocci

Diretório Nacional tomou a decisão, enquanto a comissão de ética do diretório municipal de Riberião Preto, ao qual pertence o ex-ministro, apura o caso de Palocci

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2017 | 18h44

O Diretório Nacional do PT decidiu nesta sexta-feira, 22, suspender por 60 dias o ex-ministro Antonio Palocci das atividades partidárias. O motivo é o depoimento do ex-ministro ao juiz Sérgio Moro no qual o ex-ministro disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha um “pacto de sangue” com a empreiteira Odebrecht. 

“Ao mentir, sem apresentar provas e seguindo um roteiro pré-estabelecido em seu depoimento na 13a. Vara da Justiça Federal, em Curitiba, no último dia 6 de setembro, Palocci colocou-se deliberadamente a serviço da perseguição político-eleitoral que é movida contra a liderança popular de Lula e o PT. Desta forma, rompeu seu vínculo com o partido e descomprometeu-se com a sua militância”, diz a resolução aprovada hoje. 

Embora tenham aprovado a suspensão, integrantes da direção petista dizem, de forma reservada, que a punição é inócua já que Palocci está preso desde setembro do ano passado e afastado há anos das funções partidárias. 

Além disso, na segunda-feira o diretório municipal do PT de Ribeirão Preto, onde o ex-ministro é filiado, instaurou uma comissão de ética para apurar o caso de Palocci. Na prática, o PT de Ribeirão deu início ao processo de expulsão do ex-ministro.

“Como abriram uma comissão de ética para ele em Ribeirão Preto, usamos o estatuto e suspendemos por 60 dias”, explicou a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

Segundo ela, ao contrário do PT de Ribeirão Preto que no primeiro momento chegou a dizer que Palocci havia entregado Lula “sob tortura”, o ex-ministro mentiu para, em troca, obter a redução da pena de 12 anos a qual foi condenado. 

“Este não é o entendimento nosso. Somos muito diretos dizendo que Palocci mentiu para negociar a redução da sua pena. Não acho que agiu sob tortura”, disse Gleisi. 

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