Após 'esconder' Marina, líderes do PV tentam se explicar

Os principais líderes do Partido Verde tentaram dar explicações sobre a ocultação do nome da senadora Marina Silva (AC), pré-candidata da sigla à Presidência da República, em faixas expostas no local em que o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) oficializou ontem sua intenção de disputar o governo do Rio de Janeiro. Marina disse, em entrevista à rádio CBN hoje, que a atitude foi preventiva, para não configurar propaganda antecipada.

ALFREDO JUNQUEIRA, Agência Estado

24 Maio 2010 | 18h33

Para o presidente do PV do Rio e coordenador da pré-campanha de Marina, o vereador carioca Alfredo Sirkis, no entanto, além da questão legal, o objetivo da ocultação era não aborrecer lideranças locais do PSDB, DEM e PPS - partidos que integram a coligação de Gabeira, mas que vão rumar com o candidato tucano à Presidência, José Serra. Sirkis fez uma analogia na psicanálise para comentar a questão.

"Respondo com uma definição freudiana. Trata-se da volta do sublimado. Você tenta sublimar uma determinada coisa e ela volta no dia seguinte, com toda a força, nas páginas dos jornais", afirmou Sirkis, que não foi ao evento de ontem. "Psicanálise à parte, de fato nós havíamos combinado com os outros partidos que nem Serra e Marina iriam. Então não cabia faixas como essas".

A psicanálise também fez parte da argumentação do presidente nacional do partido, José Luiz Penna, para justificar a ausência de Marina do discurso de Gabeira. O candidato verde ao governo do Rio não mencionou o nome da senadora quando se dirigiu aos militantes, mas chegou a falar de Serra quando lembrou de ações de tratamento da aids desenvolvidas no período em que o tucano foi ministro da Saúde.

"Gabeira estava sob forte emoção e tinha uma pauta extensa para falar de questões do Rio. Acho que foi um lapso de memória absolutamente justificável", disse Penna. "Ele foi o último a falar. E todos os outros oradores, inclusive eu, já havíamos citado a Marina".

Gabeira voltou a minimizar o episódio. Disse que a confusão das faixas se deu por agitação da imprensa, "que não apura direito e que tenta criar ciúmes e infidelidade onde não existe", afirmou. O pré-candidato ao governo do Rio ainda afirmou que não citou Marina porque preferiu fazer um discurso focado em questões locais.

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