Após escândalo, Erenice Guerra reaparece na posse

Ex-ministra da Casa Civil é recebida com entusiasmo pela presidente, com direito a beijos, abraços e fotos

Mariângela Gallucci e Eugênia Lopes, O Estado de S. Paulo

01 de janeiro de 2011 | 21h41

BRASÍLIA - Afastada da Casa Civil sob suspeita de envolvimento e montagem de um esquema de lobby dentro do Palácio do Planalto, a ex-ministra Erenice Guerra ressurgiu neste sábado, 1º, na cerimônia de posse da presidente Dilma Rousseff.

 

Toda de preto, com uma saia esvoaçante e uma bolsa vermelha, Erenice ficou na ala destinada a convidados especiais - e não a de ex-ministros de Estados - e foi efusivamente cumprimentada pela nova presidente da República.

 

Tapinha. Acompanhada do marido, José Roberto Camargo Campos, Erenice recebeu um longo abraço de Dilma, com direito beijo, mão na cintura e tapinhas no ombro. Ao fim, depois de tirar foto ao lado da presidente e do marido, Erenice acariciou a faixa presidencial. Assim como os filhos da ex-ministra, José Roberto também é suspeito de tráfico de influência na época em que era diretor de uma empresa de comunicações.

 

Quando deixou a Casa Civil no início de abril de 2010 para disputar a presidência da República, Dilma Rousseff indicou Erenice Guerra para ocupar sua vaga. As duas trabalharam juntas praticamente durante todos os dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva. Primeiro no Ministério das Minas e Energia e, mais tarde, na Casa Civil. Dilma conheceu Erenice durante a formação do primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde então ficaram amigas.

 

Antes das eleições de outubro, Erenice acabou sendo obrigada a sair do governo diante da suspeita de envolvimento em esquema de lobby. Antes das denúncias, Erenice Guerra era apontada como presença certa no governo de Dilma Rousseff.

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