Após entrar na lista da Interpol, Maluf vai processar promotor norte-americano

Em nota, deputado federal afirmou que decisão da Justiça norte-americana foi 'arbitrária'

Bruno Siffredi, do estadão.com.br

23 de março de 2010 | 14h10

O deputado federal e ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf (PP-SP), e seu filho Flávio Maluf decidiram processar o promotor de Nova York Robert Morgenthau, que os acusou de terem participado de um esquema de superfaturamento e de propina na prefeitura de São Paulo, informou nesta terça-feira, 23, uma nota divulgada pela assessoria de Maluf.

 

Veja também:

https://www.estadao.com.br/estadao/novo/img/icones/mais_azul.gifPolícia internacional procura Paulo Maluf

https://www.estadao.com.br/estadao/novo/img/icones/mais_azul.gifProjeto da ''mordaça'' é pivô de conflito com o Legislativo

https://www.estadao.com.br/estadao/novo/img/icones/mais_azul.gif''Querem inibir o promotor isento''

 

Segundo a nota divulgada pelo ex-prefeito, a inclusão do seu nome e duas fotos na difusão vermelha da Interpol por solicitação dos Estados Unidos foi uma decisão "arbitrária e não condizente com o que rege o Direito Internacional e a soberania das nações livres". Maluf foi denunciado pela promotoria americana como beneficiário da conta Chanani, para a qual realizou remessas que somam US$ 11,68 milhões, entre janeiro e agosto de 1998.

 

A investigação apontou que a conta foi utilizada para a transferência de fundos e de ativos para contas bancárias na Ilha de Jersey, paraíso fiscal do Canal da Mancha. Parte do dinheiro também teria sido utilizado para pagamentos ligados à campanhas eleitorais.

 

Na nota, Maluf afirma que a inclusão de seu nome na lista da Interpol é uma "vingança" por ter apresentado na Câmara dos Deputados o projeto de lei 265/07, que responsabiliza pessoalmente e com previsão de pagamento de indenização o integrante do Ministério Público que supostamente agir de forma política. O deputado disse confiar "na Justiça americana e na soberania brasileira para impedir tamanha violência contra cidadãos e o Congresso brasileiros". Maluf é processado pelo Ministério Público e segue na lista da Interpol, podendo ser preso em 188 países se deixar o Brasil.

Tudo o que sabemos sobre:
Paulo MalufNova YorkChanani

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.