Após dez dias na Bahia, Dilma retorna a Brasília

Chegou ao fim, na tarde de hoje, o período de descanso da presidente Dilma Rousseff na Base Naval de Aratu, na Praia de Inema, em Salvador, a cerca de 40 quilômetros do centro da cidade.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

05 de janeiro de 2012 | 16h25

A presidente, que havia chegado ao local com a família na tarde de 26 de dezembro, deixou as instalações da Marinha às 14h30, em um helicóptero, em direção à Base Aérea de Salvador, de onde seguiu para Brasília.

O traslado da presidente e de seus convidados - a mãe, Dilma Jane, a filha Paula, o genro Rafael Covolo, o neto Gabriel, a tia Arilda, o ex-marido Carlos Araújo e a atual mulher dele Ana - até a base aérea foi feito em duas viagens. Na primeira, às 14 horas, seguiram a mãe, a tia, o ex-marido e a mulher dele. Na segunda, Dilma, a filha, o genro e o neto.

Na base aérea, houve nova divisão dos familiares. Dilma, a mãe e a tia seguiram para Brasília, enquanto os demais foram para Porto Alegre.

A passagem de Dilma pela base naval foi a mais discreta da história dos descansos presidenciais no local. No fim de 1998, o então presidente Fernando Henrique Cardoso, recém-reeleito, chegou a deixar as instalações militares para conversar com populares na praia vizinha, de São Tomé de Paripe - separada da de Inema pelo muro que delimita a base.

Nas três passagens pelo local, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não chegou a sair da base naval por terra, mas foi frequentemente visto com convidados e familiares na faixa de areia e no mar.

Já Dilma foi vista por fotógrafos, cinegrafistas e curiosos apenas duas vezes durante sua estadia. A primeira, no fim da tarde de seu primeiro dia no local, quando foi à areia da praia com a filha e o genro e bebeu água de coco. A segunda, no início da manhã do dia 29, quando apareceu praticando uma caminhada, acompanhada por dois seguranças.

De acordo com prestadores de serviços da base, a presidente manteve uma rotina diária de caminhadas matinais até o réveillon. Nos últimos dias, porém, teria ficado apenas descansando dentro da Casa da Boca do Rio, residência oficial da base, e acompanhando, por telefone, informações sobre as enchentes no Sudeste.

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