Após desocupação, MST monta barracas no entorno dos Carajás

Manifestantes tiveram que desobstruir ferrovia por onde passam os trilhos da Vale do Rio Doce na última 5ª

Carlos Mendes, do Estadão

19 Outubro 2007 | 18h54

Mais de 100 barracas de lona foram montadas bem próximo da ferrovia de Carajás, em Parauapebas, no sudeste do Pará, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que mantém cerca de duas mil pessoas no local conhecido por fazendas Palmares I e II, por onde passam os trilhos da Companhia Vale do Rio Doce. A empresa alega que a liminar concedida pela Justiça Federal previa a retirada dos invasores, mas eles apenas desobstruíram a ferrovia, montando seus acampamentos a menos de 40 metros dos trilhos. Ela também vê risco de acidentes na passagem dos trens diante do intenso trânsito de agricultores e suas famílias pelo local. O MST avisou que não pretende sair ou transferir as barracas para outra área longe dos trilhos. "Foi tudo negociado com o gabinete da presidência da República, que no dia 25 próximo vai se reunir com o movimento e outros cinco ministérios para discutir a pauta de reivindicações", diz o líder do MST, Eurival Martins.  O movimento estocou comida para ficar pelo menos um mês na área, mas acredita que sairá antes, caso suas reivindicações sejam atendidas pelo governo federal. Em nota, o governo do Pará diz não ter sido necessária a utilização de força policial para cumprir a decisão da justiça, porque houve um acordo para a saída dos agricultores da ferrovia.

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