André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Após desistência de Barbosa, PSB estuda candidatura própria para evitar cisão

Para Beto Albuquerque, vice-presidente da legenda, Alckmin, Ciro e Marina não solucionariam divisão interna da legenda

Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

08 Maio 2018 | 12h46

BRASÍLIA-  O vice-presidente de Relações Governamentais do PSB, ex-deputado Beto Alburquerque, defende que, depois da desistência do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa de disputar a Presidência,  o partido escolha um novo candidato para evitar uma cisão na legenda.

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Segundo ele,  nem o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), nem o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e tampouco a ex-ministra Marina Silva (Rede) solucionariam a divisão interna de forças, notória entre os diretórios alinhados a São Paulo - do governador Márcio França - e Pernambuco - do governador Paulo Câmara. Os três presidenciáveis mantêm pontes com o PSB.

"Eu lamento ele não ser candidato. A gente perde um pedaço de um futuro mais promissor, mais ético para o País. Mas que bom que decidiu antes. A gente perde um candidatíssimo, mas por outro lado não entra numa eleição com alguém em dúvida", disse Albuquerque. "Insisto que o PSB tenha candidato próprio. Vamos ter 10 candidatos a governador. A única solução que não atrapalha ninguém é uma candidatura própria."

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Sobre as divisões internas do partido, Albuquerque ponderou que nem  Eduardo Campos, ex-governador e candidato a presidente morto durante a campanha de 2014, e nem Marina Silva conseguiram unificar o PSB. "Qualquer outro candidato não vai unificar, as realidades regionais são muito diferentes", disse. "Liberar as bases para fazer o que quiserem seria uma decisão analfabeta politicamente."

Beto Albuquerque será candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, embora tenha colocado seu nome como pré-candidato a presidente no início do ano, antes das conversas do partido com Barbosa se intensificarem.

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​Segundo Albuquerque, Joaquim Barbosa chegou a comentar com correligionários, enquanto ensaiava a candidatura, sobre algumas das razões pessoais que agora o fizeram abandonar o plano de disputar a Presidência, entre elas, o sustento financeiro de alguns de seus familiares e a saúde de sua mãe.

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"Ele tem família grande, tem gastos, tem empresa de advocacia que ajuda a complementar a renda", disse o ex-deputado. "A vida pessoal dele pesava muito. Ele tinha um modo de vida mais calmo, a mãe doente... Ele é meio arrimo de família, ele falou que cuida de muita gente." 

Na mensagem pública em que anunciou sua desistência, 0 ex-presidente do Supremo Tribunal Federal afirmou, sem detalhar, que a decisão foi "estritamente pessoal".

 

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