Após derrotar Dilma, Henrique Alves liga para cumprimentá-la pela reeleição

Presidente da Câmara diz que derrubada do decreto que criava os conselhos populares não foi mencionada na conversa telefônica

Daiene Cardoso , O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2014 | 20h01

Brasília - Um dia após impor uma derrota ao Palácio do Planalto, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ligou na manhã desta quarta-feira, 29, para a presidente Dilma Rousseff. Alves disse que apenas cumprimentou a petista pela reeleição e marcou um encontro para a próxima semana. Segundo ele, Dilma não comentou a derrubada do decreto presidencial que instituiu a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação (SNPS). "Eu dei os parabéns a ela. Não tinha dado ainda", disse o peemedebista. 

Alves contou que os chamados conselhos populares não foram mencionados na conversa telefônica. "Ela falou numa boa, foi uma conversa cordial, muito fraterna até. Ela disse que precisava da nossa ajuda, que queria conversa comigo quando voltasse (do descanso após a campanha eleitoral). Eu disse que queria conversar com ela também", comentou o peemedebista.

No encontro da próxima semana, Alves afirmou que vai sugerir à presidente que promova a partir de agora o "diálogo à exaustão". "Quando não conseguir convencer, é importante muitas vezes ser convencido", aconselhou.

Sobre a derrubada do decreto presidencial, o presidente da Câmara alegou que a derrota "já estava desenhada há muito tempo". Prova disso foi a votação de 19 dos 22 partidos da Casa contra o decreto do Executivo. Alves disse que não tinha alternativa senão colocar o assunto em discussão, já que a oposição ameaçava obstruir todas as votações. "Não podia concordar com esse impasse na Casa", justificou.

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