Após depoimento, presidente do TCE-BA se diz 'aliviado'

De volta a Salvador depois de prestar depoimento ontem à Polícia Federal, em Brasília, o presidente do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE), Antônio Honorato, se disse "aliviado" por ter sido preso. O depoimento faz parte do processo de investigações que levaram à realização da Operação Jaleco Branco, na quinta-feira passada, na Bahia, que resultou na prisão de 17 pessoas entre empresários e funcionários públicos de diversos órgãos, acusados de fraudes em licitações públicas.Segundo Honorato, há pelo menos cinco meses ele estava sendo citado como participante de esquemas de fraudes em licitações, mas não tinha idéia de que acusações havia, de fato, contra si. "Agora, tive a chance de tomar conhecimento do porquê eu era considerado suspeito e pude esclarecer a situação", afirma.Segundo Honorato, escutas telefônicas instaladas em sua casa e em seu escritório, com autorização da Justiça, captaram uma conversa entre ele e um amigo, sócio de um dos empresários presos na operação. Na conversa, o interlocutor pede a ele para interceder na liberação de um pagamento da Secretaria Estadual da Saúde que estava atrasado. "Liguei, sim, para a Secretaria da Fazenda pedindo a liberação do pagamento, mas sem conhecer ou participar de esquema nenhum", afirma.Honorato conta que, apesar de se sentir bem com a possibilidade de esclarecer a situação, está marcado "para sempre" pela prisão. "Dói muito. Dói para a família, dói para os amigos, é uma situação que não pode ser reparada", afirma. "Bastaria me convocar para depor que eu iria. A prisão foi desnecessária."

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