Após denúncias, polícia do Senado reforça proteção a Sarney

Esquema de segurança ao presidente da Casa inclui barreiras para que repórteres não se aproximem

ROSA COSTA E ANDRÉ DUSEK, Agencia Estado

09 de julho de 2009 | 15h50

A Polícia do Senado montou barreiras para impedir que repórteres, fotógrafos e outras pessoas se aproximassem do presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB-AP), quando este voltou a entrar no prédio, nesta quinta-feira, 9, e se dirigiu ao gabinete da presidência da Casa. Esquemas de proteção a Sarney vêm-se tornando mais rigorosos a cada denúncia de irregularidades, como a reportagem desta quinta, em que o Estado revela desvio de recursos da Petrobras pela Fundação José Sarney.

 

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Pouco antes das 14 horas, Sarney chegara ao Senado e entrara pelo Anexo 1, onde fica seu gabinete pessoal, no 6º andar. A maioria de seus seguranças havia permanecido no térreo. A agenda oficial de Sarney prevê que ele presidirá a ordem do dia da sessão do plenário, mas isso não está garantido, segundo assessores dele, por causa da "movimentação política" de hoje no Senado.

 

Sarney permaneceu no gabinete do 6º andar, no Anexo 1, por cerca de 15 minutos e desceu para o térreo. Mas, em vez de utilizar o corredor interno para chegar ao gabinete da presidência, ele optou por sair do prédio, pegou o carro oficial, deu a volta na quadra e entrou pela chapelaria, onde a Polícia do Senado já havia isolado um espaço com barreiras removíveis. Em direção ao gabinete da presidência, o senador percorreu o corredor entre as barreiras acompanhado de assessores. Nesta tarde, a sessão do plenário foi presidida pelo senador Mão Santa (PMDB-PI).

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