Após denúncias na Integração, Dilma demite diretor e irrita PMDB

Albert Brasil Gradvohl, ligado ao partido aliado do governo, trabalhava no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas; bancada da sigla vai reclamar de exoneração

Rosana de Cassia, da Agência Estado

23 de janeiro de 2012 | 08h01

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff assinou a exoneração do diretor administrativo do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Albert Brasil Gradvohl e a nomeação de Victor de Souza Leão para o cargo. Esta foi a saída encontrada pela presidente para não ter que demitir o diretor-geral do órgão, afilhado político do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, apesar das irregularidades constatadas pela Controladoria Geral da União. A demissão irritou a bancada cearense do partido.

 

A exoneração foi publicada na edição desta segunda-feira, 23, no Diário Oficial da União. O PMDB não se conforma com a degola de Gradvohl como único responsável pelas irregularidades e promete ainda nesta segunda procurar a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti e da Integração Nacional, Fernando Bezerra, para discutir o assunto.  

 

A Controladoria Geral da União (CGU) identificou irregularidades em obras de irrigação no Ceará, analisadas pelo Ministério da Integração. A pasta vem sendo alvo de denúncias de favorecimento político. Conforme revelado pelo O Globo, no sábado, 21, o ministro Fernando Bezerra sugeriu a demissão de Albert Gradvohl em razão do relatório da CGU.

 

O novo titular da diretoria administrativa do Dnocs é funcionário da CGU. O relatório de irregularidades da Controladoria inclui desvio de recursos, dispensa de licitação e superfaturamento nas obras da barragem de Tabuleiro de Russas, no Ceará.

 

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