Márcio Fernandes/AE - 29.06.2012
Márcio Fernandes/AE - 29.06.2012

Após denúncias na Câmara, Chalita defende renovação

Pré-candidato à Prefeitura de SP pelo PMDB define fraude na marcação de presença no plenário como desonestidade e ataca os 'políticos de profissão'

Felipe Frazão, de O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2012 | 14h49

O pré-candidato do PMDB a prefeito de São Paulo, deputado Gabriel Chalita, pregou na manha desta terça-feira, 3, a renovação da Camara Municipal da cidade. Dois dias depois de o Estado revelar que servidores e vereadores fraudavam a marcação de presença no plenário da Casa, Chalita disse que foi um mau exemplo e desonestidade.

 

Para Chalita, vereador mais votado em 2008 e que ocupou uma vaga no parlamento paulistano pelo PSDB até 2010, a fraude é mais um problema entre outros que existem na Legislativo. "Essa é uma ação de desonestidade. Cada mau exemplo dado por uma Câmara e uma Prefeitura é ruim para a cidade. Assim como é ruim três secretários seguidos serem alvo de investigação no Ministério Público de São Paulo. Alguma coisa de errado está na política de São Paulo", alfinetou em referência aos inquéritos contra Januário Montone (Saúde), Orlando Almeida (Controle Urbano) e Eduardo Jorge (Verde e Meio Ambiente).

 

O PMDB não tem mais nenhum vereador sequer na Camara. Nessas eleições, o partido negociou um chapão para manter os aliados que estavam descontentes e foram sondados para debandar da aliança com Chalita. O PMDB terá 60 nomes, o PSC indicará 30 e PSL e PTC ficarão com 10 vagas cada. Ao todo serão 110 candidatos a vereador na coligação.

 

"A gente vê que tem forças políticas se mantendo ali como espaços de poder. Que não tem mais criatividade nem prestação de serviços real. É ruim eternizar as pessoas nesses locais, viram políticos de profissão", disse Chalita.

 

Plano de governo. Ele apresentou aos pré-candidatos a vereador o plano de governo com mapas da localização de empregos, comércio, população e renda na capital paulista durante evento no centro paulistano. O plano coordenado pela geógrafa Maria Adelia mostra as desigualdades regionais entre os distritos da cidade. Foi batizado "O Desafio de São Paulo: a metrópole visível e as cidades invisíveis".

 

O peemedebista anunciou também que a inauguração do comitê central da campanha será no dia 12, no Anhangabaú. Ele incentivou os pré-candidatos a vereador apoiarem a criação de comitês familiares na casa de amigos e parentes.

 

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