Após denúncias, Elias Fernandes deixa departamento da Integração

Ministério afirmou que diretor do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas pediu demissão 'em função da reestruturação' de quadros; CGU apontou irregularidades em unidade no Ceará

Dida Sampaio, de O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2012 | 13h11

Ampliado às 13h46

BRASÍLIA - O Ministério da Integração confirmou no início da tarde desta quinta-feira, 26, a saída de Elias Fernandes da diretoria do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. O secretário nacional de irrigação, Ramon Rodrigues, assume interinamente o cargo. O órgão é alvo de denúncias de irregularidades na gestão de pessoal, que já teriam causado R$ 312 milhões de prejuízo aos cofres públicos.

Segundo nota do Ministério, "após reunião de trabalho com o ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho, o senhor Elias Fernandes pediu nesta quinta-feira exoneração da diretoria-geral do Departamento Nacional Obras Contra as Secas (Dnocs) em função da reestruturação dos quadros das empresas vinculadas à pasta. O secretário Nacional de Irrigação, Ramon Rodrigues, assume interinamente o cargo".

Nesta quinta, o órgão publicou portaria, ainda assinada por Elias Fernandes Neto, sobre a abertura de sindicância na coordenadoria estadual do órgão no Ceará. O departamento é ligado ao Ministério da Integração, alvo de denúncias de uso da pasta para favorecimento político.

A sindicância vai investigar denúncias de descumprimento do estatuto do servidor público, a lei 8.112 de 1990. Relatório da CGU apontou prejuízo de R$ 312 milhões na gestão de pessoal e contratações irregulares no Dnocs. Indicado pelo líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), Fernandes tentava se manter no cargo. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), já teria pedido sua demissão, mas o PMDB lutava para mantê-lo.

Na segunda-feira, 23, em razão das denúncias, o diretor-administrativo do Dnocs, Albert Brasil Gradvohl, foi exonerado do cargo. A saída já irritou a bacanda cearense do PMDB, partido aliado do governo federal. A sigla já sinalizou a intenção de retalizar o governo no Congresso.

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