Após decisão do STF, braço direito de Daniel Dantas é solto

Humberto Braz foi preso pela polícia sob suspeita de tentativa de pagamento de suborno a delegado

da Redação

13 de agosto de 2008 | 17h02

O ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz  foi liberado nesta quarta-feira, 13 após decisão do Supremo Tribunal Federal na última terça, da Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Preso na Operação Satiagraha, ele é acusado de  tentativa de pagamento de suborno a um delegado. Ele é considerado o braço direito do banqueiro Daniel Dantas.   Braz teria oferecido mais de R$ 1 milhão a um delegado da PF para que Daniel Dantas fosse excluído das investigações da Satiagraha. Foi Dantas que indicou Braz para o cargo na Brasil Telecom.   Veja Também:   Entenda como funcionava o esquema criminoso  As prisões de Daniel Dantas   O advogado Carlo Frederico chegou por volta das 7 horas com três parentes de Humberto Braz, que foram embora por volta das 10 horas, deixando duas malas pretas e um terno. O material foi levado pelo advogado para dentro do estabelecimento. Humberto Braz, assessor e "braço direito" do banqueiro Daniel Dantas, do Banco Opportunity entregou-se à Polícia Federal no dia 13 de julho.   No P2 os presos ficam em cela individual e se tornou exceção dentro do sistema prisional de São Paulo. São apenas 300 presos e não há superlotação. Durante os tantos dias que Humberto Braz ficou no local ele conviveu com presos famosos, como o pai de Isabella Nardoni, Alexandre Nardoni, além dos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, assassinos confessos do casal Marísia e Manfred Von Richthofen. Pelo estabelecimento também passaram outros nomes famosos, como o chinês naturalizado brasileiro Law Kim Chong - considerado um dos maiores contrabandistas do Brasil; o ex-controlador do Banco Santos Edemar Cid Ferreira e o filho Rodrigo Cid Ferreira, acusados de crime contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha; bem como o filho de Pelé, Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, acusado de tráfico.   (Com Hélcio Consolino, de O Estado de S.Paulo)

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