WILTON JUNIOR/ESTADAO
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Após críticas, equipe de transição de Bolsonaro terá mulheres

A primeira mulher da equipe é a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Márcia Amarílio da Cunha Silva, que atuará na área de segurança pública

Lorenna Rodrigues e Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2018 | 20h25

BRASÍLIA - Após críticas por só indicar homens para a equipe de transição, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deverá nomear de três a cinco mulheres para integrar o grupo, que totalizará 50 pessoas. Os nomes deverão ser publicados no Diário Oficial da União até esta quarta-feira, 7.

A primeira mulher da equipe é a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Márcia Amarílio da Cunha Silva, que atuará na área de segurança pública. Ela foi chefe da assessoria parlamentar dos Bombeiros e atuou em debates no Congresso sobre aposentadoria de militares. Mesmo sem ser oficialmente nomeada, Márcia já se reuniu com as equipes no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde foram montados gabinetes para a transição.

Além de Márcia, devem fazer parte da equipe de transição do novo governo as tenentes do Exército Liane de Moura Fernandes Costa, que é bacharel em Engenharia ambiental e especialista nessa área, e Sílvia Nobre Waiãpi, primeira mulher indígena a se tornar oficial da Força no País. Outra na lista das convidadas é a economista Clarissa Costa Longa e Gandour. Até a noite desta terça-feira não havia a informação se as três serão nomeadas para a equipe ou integrarão o grupo como colaboradoras.

Sérgio Moro deverá ganhar cargo na equipe de transição

O juiz Sérgio Moro, indicado para o Ministério da Justiça e Segurança Pública pelo presidente eleito, deverá ganhar um cargo na transição. O juiz está de férias e deve estar em Brasília nesta quarta-feira para as primeiras reuniões com o futuro governo. Não está certo se Moro será voluntário ou ganhará um cargo com remuneração – ele teria de abrir mão do salário de juiz para isso.

Outros nomes deverão ser anunciados para integrar a equipe de transição nos próximos dias, entre eles o engenheiro Marcelo Sampaio Cunha Filho, servidor público lotado na Casa Civil, e o ex-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Elifas Chaves do Amaral.

Os primeiros 27 nomes da equipe foram divulgados na segunda-feira, 5. Os integrantes remunerados vão receber salários de R$ 2.585 a R$ 16.215. O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), foi designado coordenador da transição. Também foram nomeados para essa etapa os futuros ministros da Economia, Paulo Guedes, da Defesa, Augusto Heleno, e da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Eles atuam como coordenadores dos grupos temáticos correspondentes às suas áreas.

Foram montados dez grupos temáticos que incluem áreas como modernização do Estado, saúde e desenvolvimento social. Várias equipes já tiveram reuniões ontem ao longo do dia no CCBB, por onde passaram Lorenzoni, Pontes e representantes do grupo de economistas que assessora Paulo Guedes, como Adolfo Sachsida e Alexandre Iwata. Responsável pela área de educação, o tenente-coronel da reserva Paulo Roberto também reuniu equipes no local. Nesta quarta, o presidente eleito Bolsonaro e o “superministro” Guedes também terão reuniões com as equipes de transição no CCBB.

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