Após crítica de general, Lula prega 'união' de índios e Exército

General definiu política indígena brasileira como 'caótica'; presidente fala de 'sentimento de nacionalidade'

Neri Vitor Eich, de O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2008 | 16h23

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou nesta sexta-feira, 18, o "sentimento de nacionalidade" que uniu, em torno do Exército Brasileiro, "índios, brancos, negros e mestiços" na Batalha dos Guararapes, "com o objetivo de expulsar os invasores" (holandeses) no século XVII, em Pernambuco. A declaração consta da mensagem de Lula a propósito do Dia do Exército, divulgada pela Presidência da República, na qual ele afirma que o episódio favoreceu "o congraçamento racial e cultural do povo brasileiro" e "uniu os segmentos da sociedade". Veja  também:1º NA WEB: Terra indígena não dificulta controle das fronteiras, diz FunaiGeneral vai ao DF explicar crítica à reserva Raposa Serra do SolEnviado especial a Roraima, Roldão Arruda fala sobre a tensão na Raposa Serra do Sol  Galeria de fotos da Raposa Serra do Sol Assista à entrevista de Roldão Arruda, enviado especial à região  "Roraima é do Brasil graças aos índios", diz especialista Saiba onde fica a reserva e entenda o conflito na região   A mensagem presidencial foi divulgada 48 horas após as declarações do comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno, que definiu a política indígena brasileira como "caótica" e "lamentável" e criticou a demarcação em área contínua da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. De acordo com Lula, os confrontos em Pernambuco "foram as mais vigorosas e decisivas ações contra as forças estrangeiras instaladas na região Nordeste do País, e as tropas nativas que aí lutaram constituem-se no embrião da força terrestre atual." O presidente faz uma série de elogios ao Exército, afirmando que ele "esteve presente ao longo de toda a história da formação e da consolidação do Brasil como Estado independente" e se dedica "à preservação da nossa integridade territorial". Lula destaca o empenho do Exército também em atividades não militares, afirmando que a Força trabalha pela "educação, saúde e segurança" com sua presença "sensível às necessidades da população nas fronteiras distantes." Lula cita ainda a participação do Exército na engenharia de construção, em apoio aos projetos de infra-estrutura, ações de combate a doenças e socorro às vítimas de calamidades, além de participar, "de forma reconhecidamente destacada, nas missões de manutenção da paz além-fronteiras, como faz atualmente no Haiti."

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