Após crises, PMDB vai avaliar popularidade de Cabral

O PMDB fluminense encomendou uma pesquisa para medir o impacto eleitoral das crises enfrentadas pelo governador Sérgio Cabral no último mês. Entre sexta-feira e domingo, uma empresa contratada pelo partido vai às ruas para perguntar à população se Cabral ultrapassou limites éticos ao viajar no jato particular de Eike Batista e ao participar da festa de aniversário do dono da empreiteira Delta, que tem contratos de R$ 1 bilhão com seu governo.

AE, Agência Estado

05 de julho de 2011 | 09h46

Há 50 perguntas no questionário, elaborado pelo instituto de pesquisas e aprovado pelo diretório regional do partido. Pelo menos 15 itens avaliarão as relações entre Cabral e os empresários. As eleições municipais de 2012 são a preocupação imediata das lideranças do PMDB do Rio, pois Cabral é considerado um cabo eleitoral implacável no Estado. Os dirigentes peemedebistas acreditam que a imagem do governador não foi arranhada pelos dois episódios, mas adotam uma posição de "cautela" para traçar as estratégias da legenda no próximo ano.

O partido quer saber qual o nível de conhecimento dos eleitores em relação ao envolvimento de Cabral com os empresários, além de sua opinião sobre a conduta do governador. A pesquisa também pedirá aos eleitores que avaliem a atitude do governador durante os protestos dos bombeiros do Estado, que ocuparam o quartel-central da corporação no dia 3 de junho e foram presos, por ordem de Cabral. Na ocasião, o governador chamou os manifestantes de "vândalos" e "irresponsáveis", mas admitiu que estava errado semanas depois. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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