Após crise, Temer diz que segurança será tema de reuniões periódicas

Presidente da República classifica encontro de quatro horas com chefes de poderes como 'harmoniosa' e afirma que ato foi 'coisa inédita' depois de Legislativo e Judiciário viverem conflito

O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2016 | 17h00

BRASÍLIA - Em um breve pronunciamento, o presidente Michel Temer classificou nesta sexta-feira, 28, de "coisa inédita" a reunião entre os chefes dos Três Poderes e autoridades ligadas à segurança após princípio de crise institucional entre o Legislativo e o Judiciário. Temer disse que haverá reuniões periódicas a partir de agora. Segundo ele, a agenda foi de "harmonia absoluta e responsabilidade". Já para o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o tom do encontro de quatro horas foi "amável".

Na semana passada, o juiz de primeira instância Vallisney de Souza Oliveira autorizou a prisão de quatro policiais legislativos, além de buscas na sede da Polícia Legislativa no Congresso Nacional. Após o episódio, Renan declarou que a operação foi "fascista" e chamou o juiz responsável de “juizeco”. A presidente do STF rebateu as críticas no início desta semana, dizendo que onde um juiz é “destratado”, ela também é.

"Nós não pararemos na reunião de hoje (sexta-feira). Estabelecemos reuniões periódicas, talvez a cada três ou quatro meses faremos uma reunião de avaliação daquilo que está acontecendo na segurança pública", disse. Temer indicou que poderá haver reuniões posteriores com governadores e secretários de segurança pública, particularmente para tratar da questão do sistema penitenciário.

O presidente lembrou que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que as verbas do fundo penitenciário não podem ser contingenciadas e o governo federal determinou a liberação de R$ 788 milhões para a área de segurança. Ele explicou que o fundo de segurança pública será utilizado para o aprimoramento e construção de penitenciárias. / Daiene Cardoso, Carla Araújo, Julia Lindner, Isabela Bonfim, Erich Decat, Vera Rosa e Lu Aiko Otta

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