Após conversa, Aécio declara apoio à reforma tributária

Governador se encontrou com Mantega nesta segunda e diz que proposta traz 'avanços importantes para País'

Adriana Fernandes, de O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2008 | 15h21

Num gesto político, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, declarou apoio nesta segunda-feira, 25, à proposta de reforma tributária, que o governo enviará esta semana ao Congresso Nacional. Após um almoço com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, Aécio afirmou que a proposta traz avanços importantes e é necessária para o País. Segundo ele, a oposição deve votar a proposta com visão de País e não rejeitá-la de antemão por ter sido elaborada pelo governo federal. "Não vamos de antemão considerá-la nociva por ser do governo. Na verdade não podemos repetir o equívoco do PT no passado de considerar com vício de origem tudo que saía do governo FHC", afirmou o governador de Minas Gerais.  Aécio procurou, em entrevista após o encontro com Mantega, ressaltar a importância do seu gesto político de apoio. "Minha vinda aqui é um gesto político de disposição. Minha presença é de alguma forma uma sinalização para os nossos companheiros." Segundo ele, se o PT não tivesse cometido esse equívoco no passado talvez hoje o País já estaria vivendo um novo sistema tributário. Ao ser questionado se o PSDB teria disposição de dar apoio à reforma tributária, o governador disse que não poderia falar em nome do PSDB, mas acrescentou: "Mas àqueles que me ouvirem, vou mostrar que ela (reforma tributária) é necessária para o País". Aécio disse que vai conversar com a bancada do partido no Congresso e com todos os parlamentares mineiros.  O governador ressaltou ainda que os principais efeitos da reforma tributária só começarão a ser sentidos em 2011, no próximo governo. Por isso, insistiu ele, "é preciso discuti-la sem coloração política, mas como uma proposta a favor do País". Aécio acrescentou que o momento de crescimento econômico contribui para a aprovação da reforma, já que em situação de arrocho fiscal é mais difícil aprovar uma emenda constitucional com essa complexidade. Aécio disse também que há entendimento com o governo para que as regiões do Vale do Jequitinhonha, Vale do Mucuri e do Norte de Minas Gerais sejam beneficiadas pelo Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) previsto na reforma, e que visa reduzir as disparidades regionais nos estados do Norte, Centro-oeste e Nordeste. Para Aécio, seria um retrocesso que essas regiões, que têm tratamento diferenciado há mais de cinqüenta anos, fiquem de fora do FDR.

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