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Após consumação do impeachment, a ex-presidente argentina, Cristina Kirchner, sai em defesa de Dilma

No Twitter, ela escreveu: 'Consumou-se no Brasil o golpe institucional: nova forma de violar a soberania popular'; além disso, prestou solidariedade a Lula e ao PT

Rodrigo Cavalheiro, O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2016 | 18h12

BUENOS AIRES - A ex-presidente Cristina Kirchner recorreu ao Twitter para defender Dilma Rousseff após o julgamento no Senado. Minutos depois da posse de Michel Temer, a argentina escreveu três mensagens: "Consumou-se no Brasil o golpe institucional: nova forma de violar a soberania popular", "América do Sul, outra vez laboratório da direita mais extrema" e "Nosso coração com o povo brasileiro, Dilma, Lula e os companheiros do PT".

Embora tenha sempre demonstrado sintonia com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou em Buenos Aires da campanha do candidato kirchnerista, Daniel Scioli, na última eleição presidencial, Cristina não manteve a mesma proximidade com Dilma nos cinco anos em que coincidiram no poder. A ex-presidente brasileira recebeu Scioli em Brasília durante a campanha, mas assessores ressaltavam uma distância de estilo entre as duas.

Na segunda-feira, 29, Lula mandou uma carta a Cristina em que falava de uma "gravíssima situação" no Brasil. A líder argentina divulgou o documento em seu site e opinou que Lula seria o "verdadeiro alvo" do julgamento que ela classificou como golpe. Ela acrescentou que o processo brasileiro seria parte de uma estratégia contra governos nacionais e populares. 

Acusada de enriquecimento ilícito, falsificação, fraude financeira, Cristina costuma se colocar como vítima de uma conspiração do Judiciário e dos EUA. Nos últimos meses, ela citou as denúncias contra Lula e Dilma como "exemplos de perseguição" similares ao seu.

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