Após confirmação de Costa, Anastasia diz que acredita em vitória no 1º turno em MG

Ressaltando a "liderança ímpar" de Aécio, o atual governador disse que a base política do governo lhe deixa bastante tranquilo

Eduardo Kattah/ Enviado especial

07 de junho de 2010 | 20h26

MONTES CLAROS (MG) - O ex-governador Aécio Neves (PSDB) e o governador Antonio Anastasia, pré-candidato tucano na sucessão estadual, mantiveram nesta segunda-feira, 07, o discurso confiante ao comentarem a definição pelo senador Hélio Costa (PMDB) como candidato da base aliada ao governo de Minas. Anastasia voltou a afirmar que acredita numa vitória no primeiro turno da eleição, enquanto Aécio reiterou o discurso da continuidade e do risco de retrocesso no Estado.

 

"Qualquer que seja o nosso adversário, nós estamos prontos para vencer. Por uma razão: Minas não quer retrocesso, Minas quer continuar avançando", afirmou, após um encontro com lideranças e prefeitos da região norte de Minas, em Montes Claros, do qual participou também o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra.

 

Ressaltando a "liderança ímpar" de Aécio, o atual governador disse que a base política do governo lhe deixa bastante tranquilo. "As nossas propostas serão melhores e nós teremos reconhecimento da população de Minas. Estamos totalmente confiantes."

 

Costa venceu a queda de braço com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), que também disputava a indicação. O PMDB mineiro divulgou nota hoje na qual afirma que o senador foi escolhido a partir de critérios acordados previamente entre os dois partidos, respeitando o projeto nacional de palanque único para a pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT). Para o PMDB-MG, apesar de longo, o processo de escolha foi vital "para o manejo da democracia." "Uma vez que ambos partidos (PMDB - PT) visam um objetivo comum: implantar em Minas um modelo de crescimento baseado nas políticas públicas e sociais do presidente Lula."

 

No mês passado, já cotado como provável candidato, Costa assumiu o figurino de oposicionista e atacou a gestão tucana no Estado, criticando a política social da administração do PSDB e afirmando que o chamado choque de gestão se baseia em "números maquiados". As medidas adotadas no âmbito da gestão pública e para o ajustamento das contas do Estado a partir de 2003 é a principal marca do governo Aécio e espécie de bandeira do seu sucessor e candidato à reeleição. As críticas azedaram a relação entre os tucanos e o grupo do senador.

 

Para o ex-governador, a indicação do peemedebista já "era algo esperado". "O que eu espero em Minas Gerais, qualquer que seja o candidato, é que tenhamos uma campanha da verdade, uma campanha respeitosa", afirmou.

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