Agência Brasil
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Após caso Jucá, PV pede que Sarney Filho se licencie do partido

A decisão veio após ser divulgada uma conversa do ministro do Planejamento, Romero Jucá, em que ele sugere que seja feito um acordo para travar as investigações da operação Lava Jato

Isabela Bonfim, O Estado de S. Paulo

23 de maio de 2016 | 16h19

Brasília - O líder do PV no Senado, Álvaro Dias (PR), avisou que a direção executiva do partido pede que o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, se licencie da legenda. A decisão veio após ser divulgada uma conversa do ministro do Planejamento, Romero Jucá, em que ele sugere que seja feito um acordo para travar as investigações da operação Lava Jato. 

De acordo com Álvaro Dias, a direção executiva do partido se reuniu nesta terça-feira, 23, em Brasília e, entre outras determinações, colocou essa posição para Sarney Filho. Alvaro explicou que o PV não faz parte da base aliada do governo Temer e que o cargo de Sarney Filho como ministro do Meio Ambiente foi um convite do presidente, que não demonstra qualquer aliança partidária. 

Dessa forma, para manter a isenção ante às ações do governo, a direção executiva do partido achou por bem orientar Sarney Filho a se licenciar, caso ele queira se manter no cargo, como ministro do governo interino de Temer.

Gravação - Em uma conversa, revelada pelo jornal Folha de S. Paulo entre Jucá e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, Jucá sugere a existência de um pacto para obstruir a operação Lava Jato e diz que é preciso "estancar a sangria". 

Na mesma gravação, Jucá sugere ainda que uma solução para travar a operação da Polícia Federal seria por meio do impeachment da presidente Dilma Rousseff e a consequente ascensão do vice Michel Temer. Mesmo antes do início do governo provisório de Temer, Jucá já se destacava com um dos principais aliados do presidente.

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