Após carta de Temer, Jaques Wagner diz que Dilma é 'coração cada vez mais valente'

Ministro da Casa Civil, criticado por vice por declaração sobre acolhimento de impeachment, afirma que 'conquistas sociais dos últimos 13 anos estão em risco'

Carla Araújo e Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

08 de dezembro de 2015 | 13h24

Brasília - Em meio a mais um episódio que agravou a crise no Planalto, com a divulgação da carta do vice-presidente Michel Temer à presidente Dilma Rousseff, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, usou as redes sociais nesta terça-feira, 8, para sair em defesa da presidente e reforçar a sua determinação em enfrentar o processo de impeachment.

"O intenso convívio com a presidenta Dilma nos últimos dias está me fazendo perceber com mais nitidez a imensa capacidade dessa mulher de resistir e enfrentar dificuldades. Dilma é, por natureza, uma mulher forte e aguerrida, mas ela parece agigantar-se ainda mais quando precisa encarar grandes desafios", escreveu o ministro, no Twitter e em sua página do Facebook.

 

O intenso convívio com a presidenta Dilma nos últimos dias está me fazendo perceber com mais nitidez a imensa capacidade...Posted by Jaques Wagner on Terça, 8 de dezembro de 2015

 

 

Apesar de não citar o episódio da carta especificamente - respeitando a ordem da chefe de não polemizar com o vice -, Wagner destacou que a presidente "tem mostrado a cada dia a força e a vontade de quem vai lutar para garantir a manutenção do mandato conquistado legitimamente nas urnas". "Nesta disputa, ela sabe que, além da estabilidade democrática, são as conquistas sociais dos últimos 13 anos que estão em risco. E, para evitar esse retrocesso, podem ter certeza de que o coração valente ficará ainda mais valente na defesa dos interesses do povo pobre deste País", escreveu o ministro, em referência ao slogan usado pela petista durante a campanha eleitoral do ano passado.

Jaques Wagner, que tem sido uma espécie de porta-voz da Dilma, recebe logo mais governadores para um almoço na Casa Civil. Os representantes dos Estados foram convidados para vir à Brasília pela presidente, que os receberá às 17 horas. Dos 27 governadores, ao menos 18 já confirmaram a participação. O assunto oficial do encontro é o Plano Nacional de Enfrentamento à microcefalia, lançado no sábado, 5, no Recife. No entanto, além de tratar do surto que já atinge 16 Estados, Dilma espera o apoio dos governadores contra o processo de impeachment deflagrado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.