Após 'cala-boca' de Lula, ministros evitam falar com a imprensa

Encontro da coordenação política do governo não discutiu polêmica sobre Programa de Direitos Humanos

Agência Estado,

11 de janeiro de 2010 | 14h27

Durou cerca de duas horas e meia a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o grupo de coordenação política, no Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília nesta segunda-feira, 11. Na saída, ninguém falou com a imprensa. Além do presidente da República e do vice, José Alencar, participaram da reunião os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, da Secretaria Geral, Luis Dulci, das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e o ministro interino da Fazenda, Nelson Machado.

 

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O encontro, que começou esta manhã às 10h30, foi o primeiro compromisso do presidente de 2010, ano que começa com a crise gerada em torno do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), polêmico projeto do governo que vem recebendo críticas de diversos setores da sociedade.

 

De acordo com fontes do governo, apesar das expectativas em contrário, o desentendimento entre os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannucchi, em torno do PNDH não foi tratado na reunião. O tema deverá ser discutido entre o presidente Lula e os dois ministros possivelmente ainda esta semana.

Após o desentendimento público entre os ministros, Lula indicou a um auxiliar direto no último domingo, 10, que pediria à sua equipe de ministros mais cautela e menos bate-boca pela imprensa sobre o programa, para não alimentar a polêmica.

 

Militares X Vannuchi

 

O Programa Nacional de Direitos Humanos vem provocando controvérsias dentro do governo e também em setores da sociedade e opondo os militares ao ministro Paulo Vannuchi. As Forças Armadas consideram que o programa abre a possibilidade de punição a ex-torturadores e querem mudanças no texto. O ministro Vannucchi, por sua vez, é contrário a alterações.

As divergências teriam provocado a ameaça de renúncia coletiva do ministro da Defesa e dos comandantes militares. Mais recentemente, Vannucchi disse que entregaria o cargo caso o programa fosse alterado.

 

A reunião também serviu para abordar a discussão em torno da escolha do modelo de aviões-caças que serão adquiridos pelo País. A Força Aérea Brasileira (FAB) demonstrou descontentamento com a opção do governo pelo caça francês Rafale e expressou preferência pelo avião de combate sueco Gripen no Programa F-X2, que prevê a renovação de sua frota de caças. No entanto, o governo já anunciou que a decisão será política e visará estabelecer uma parceria estratégica com a França.

 

 

 

Com informações da Agência Brasil

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