Após atraso e desencontro, Dilma e Lula chegam a evento em SP

Após atraso e desencontro, Dilma e Lula chegam a evento em SP

Dilma atrasou mais de uma hora e meia; presidente chegou ao evento com duas horas de atraso

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado

10 de abril de 2010 | 12h41

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, chegou ao plenário do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, com mais de uma hora e meia de atraso e sem a companhia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contrariando a expectativa dos presentes ao evento "Emprego e Qualificação Profissional". Por sua vez, o presidente Lula chegou ao evento com duas horas de atraso.

 

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O próprio evento começou com hora e meia de atraso. Durante os primeiros quarenta minutos, os palestrantes se alternaram no palco. O primeiro a falar foi o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, que elogiou Dilma por abraçar a causa da democratização dos meios de comunicação.

 

A seguir, falou o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, que defendeu políticas de qualificação profissional em todo o País e aproveitou para cutucar o governo tucano em São Paulo: "Em São Paulo, está chegando a hora. O Estado de São Paulo não resolveu a segurança pública, a educação. Está na hora de mudar."

 

Na sequencia, o diretor do Dieese, Clemente Ganz, fez uma explanação sobre a situação do mercado de trabalho no País. "Nos anos 90, de cada 10 empregos criados, três tinham carteira assinada. Hoje, de cada 10, sete têm carteira assinada", relatou. "O crescimento do trabalho com carteira 12 milhões entre 2002 e 2009, o maior resultado que já registramos na série produzida pelo Ministério do Trabalho". Segundo ele, apesar do crescimento, taxa de desemprego continua alta. "Saímos de uma taxa de 21%, mas ainda está em 14%", afirmou

 

Dilma chegou acompanhada pelo senador petista Aloizio Mercadante (SP) e pela ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy e foi ovacionada pelos representantes das centrais sindicais, que gritavam o refrão "olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma". Estão presentes também o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), e o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).

 

Opositores acusam o encontro em São Bernardo do Campo, berço do PT, de ter sido planejado com o objetivo "contraponto social" à festa do PSDB em Brasília, neste sábado, 10, que confirmou o nome do ex-governador de SP, José Serra, como pré-candidato da legenda à Presidência. Dilma nega.

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