Após ataque a subsídios, Lula cancela coletiva na FAO

Anúncio surpreende a imprensa, que pretendia perguntar sobre os números de desmatamento na Amazônia

Lisandra Paraguassú, enviada especial,

03 de junho de 2008 | 09h51

Após um duro discurso em defesa dos biocombustíveis e contra os subsídios agrícolas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou a entrevista coletiva que daria nesta terça-feira, 3, na sede do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A justificativa de sua assessoria é de que houve atraso do primeiro-ministro da Espanha, José Luis Zapatero, que falaria primeiro na coletiva.   Veja também: Entenda a crise dos alimentos  Preço do petróleo em alta  Dedos apontados contra o etanol estão sujos de óleo, diz Lula ONU pede que produção de alimentos seja duplicada até 2030 Biocombustíveis ameaçam terras de camponeses, diz relatório Crise alimentar não atingirá o Brasil, diz representante da FAO Saiba mais sobre a crise mundial dos alimentos   O cancelamento da coletiva surpreendeu a imprensa internacional, que pretendia repercutir o discurso que Lula fez pela manhã, na conferência da FAO, e os novos números sobre o desmatamento na Amazônia (1.123 quilômetros quadrados). Os dados do Inpe, divulgados na última segunda-feira, mostram que a área desmatada nos últimos nove meses na Amazônia já superou em 15% o acumulado de 12 meses do ano anterior.   O presidente deixou a Embaixada do Brasil em Roma, em direção ao Aeroporto Internacional de Ciampino. O horário de embarque para o Brasil seria somente daqui a uma hora, mas o presidente já deixou a embaixada, sem falar com a imprensa.

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