Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Após assumir cargo de articulador político, Temer se reúne com Lula em São Paulo

Encontro ocorrerá no Instituto Lula e deverá ter como pauta uma avaliação do novo cenário político; também deverá ser discutido um caminho para tentar se avançar na reforma política 

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

09 Abril 2015 | 10h41

Brasília - Dois dias após ser alçado como novo articulador do governo, o vice-presidente da República, Michel Temer, se reúne na tarde desta quinta-feira, 9, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo. O petista é o principal fiador do ingresso de um peemedebista no núcleo duro do governo da presidente Dilma Rousseff. 

Desde o início de fevereiro, quando foi deflagrada a crise entre o Palácio do Planalto e lideranças do PMDB no Congresso, Lula vem dando recados da necessidade de aproximação com a legenda, que detêm a presidência da Câmara e do Senado.


O encontro desta tarde ocorrerá no Instituto Lula e deverá ter como pauta uma avaliação do novo cenário político após o ingresso de Temer na articulação. Também deverá ser discutido um caminho para tentar se avançar na reforma política discutida atualmente nas duas Casas. 

A participação do vice-presidente da República no dialogo direto com os parlamentares também atende a um outro pleito de petistas próximas a Lula, o de afastar o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, das negociações junto ao Congresso. 

Apesar de ter apoio de Lula, Temer, que é presidente nacional do PMDB, ainda enfrenta desconfiança dentro do próprio partido, principalmente em relação à "autonomia" que terá para desempenhar o papel de articulador político. Lideranças do PMDB da Câmara e do Senado demonstraram na quarta, já na estreia do vice-presidente na nova função que, se depender de sua própria legenda, ele não terá facilidades para conduzir o processo de negociação com o Congresso. 

Para senadores peemedebistas, tudo vai depender da autonomia que Dilma dará ao vice para resolver as demandas da bancada: as indicações de segundo escalão, a liberação das emendas dos parlamentares e até mesmo os pedidos de simples audiências com ministros. Entre os primeiros desafios do vice-presidente na relação com os parlamentares está a discussão das propostas contidas no pacote de ajuste econômico.

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