DIDA SAMPAIO/ESTADAO
DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Após as vaias em São Paulo, petistas são maioria no Acre

Apesar do temor de novas manifestações, militantes foram maioria durante a visita da presidente ao Estado

Leonêncio Nossa, enviado especial, O Estado de S. Paulo

11 de março de 2015 | 22h25

Rio Branco - Um dia depois de sua viagem a São Paulo ser marcada por vaias, o PT organizou nesta quarta-feira, 11, uma recepção para a presidente Dilma Rousseff no Acre, onde ela visitou desabrigados da enchente que atinge o Estado. Havia um temor do Planalto de que a petista enfrentasse protestos em Rio Branco, mas a preocupação não se confirmou. No aeroporto a esperavam 120 militantes da Juventude do PT e oito manifestantes antipetistas.

“Aqui no Estado somos maiores que a oposição a Dilma. A militância acredita no projeto dela”, disse Ieve Terra Nova, 21 anos, que, com um megafone, comandava os simpatizantes da petista. Policiais que faziam a segurança do local separaram os grupos para evitar confronto. 

“Num Estado em que Dilma perdeu para Aécio Neves, essa manifestação a favor não representa a política do Acre”, afirmou Marcelo Oliveira, 26 anos, um dos oito que protestaram contra a presidente. Nas eleições de 2014 o então candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG), obteve 64% dos votos, ante 36% da petista.

Dilma esteve no Acre para avaliar a situação dos desabrigados da enchente que atinge o Estado. Reuniu-se com prefeitos e o governador Tião Viana (PT) no próprio aeroporto. Depois, visitou desabrigados no Ginásio do Sesi na capital. Terminou a visita com a entrega de 967 casas do programa Minha Casa Minha Vida no bairro Cidade do Povo. Os militantes petistas acompanharam a presidente nos compromissos. 



Na Cidade do Povo, não havia protestos. Os militantes do PT, porém, estavam lá para defender a presidente e atuaram como animadores da multidão que acompanhou o ato de entrega de 433 chaves de moradias. 

À tarde Dilma fez um longo discurso sobre a política de habitação do governo. Afirmou que pretende lançar, em breve, a terceira etapa do Minha Casa Minha Vida. “Entregamos até agora dois milhões e cem mil moradias. Vamos entregar mais três milhões”, prometeu. Durante o discurso, a presidente não fez referências à crise política. 

Lava Jato. Quem fugiu dos holofotes ontem foi o senador Gladson Cameli (PP). Um dos integrantes da comitiva presidencial, ele foi incluído na lista dos investigados da Operação Lava Jato que está no Supremo Tribunal Federal. Cameli viajou com Dilma de Brasília para o Acre, segundo informação do Planalto, mas evitou aparecer. 

O governador Tião Viana aproveitou para asfaltar a pista de acesso ao aeroporto pouco antes da chegada da presidente. A pista estava esburacada em quase todo o trecho do aeroporto ao centro de Rio Branco.

Tudo o que sabemos sobre:
Dilma RousseffprotestosAcre

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.