Após apoiar Mercadante, Apolinário é afastado da liderança do DEM

Quatro dos sete vereadores da sigla na Câmara de São Paulo apoiaram decisão; partido cogita expulsão

Gustavo Uribe, da Agência Estado / SÃO PAULO

16 de junho de 2010 | 18h09

A bancada do DEM na Câmara Municipal de São Paulo afastou nesta quarta-feira, 16, o vereador Carlos Apolinário da liderança da sigla na Casa. A decisão foi tomada em reunião promovida no início da tarde, com a presença dos sete parlamentares que integram a bancada.

 

Apoio a Mercadante faz cúpula do DEM paulista cogitar expulsão de Apolinário

 

Além do afastamento de Apolinário, pedido por quatro dos sete vereadores, lideranças cogitam a expulsão do vereador do DEM. Apolinário causou polêmica ao anunciar o apoio à candidatura do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) à sucessão no Palácio dos Bandeirantes. Em São Paulo, o DEM está fechado em torno do nome de Geraldo Alckmin (PSDB) ao cargo, indicando o vice na coligação. Com a saída de Apolinário, o vereador Marco Aurélio Cunha assumiu o posto de líder do partido na Casa.

 

Em entrevista após o afastamento, Apolinário lamentou a decisão de seus companheiros de bancada e reconheceu ter assumido riscos quando anunciou seu apoio ao senador petista. "No momento em que apoio o Mercadante, tenho de enfrentar as consequências." O vereador garantiu que agirá como "cabo eleitoral" de Mercadante nessas eleições e avaliou a candidatura do petista como "a maior solução". "Vai ser o governo que sonho, que se preocupa com as pessoas que menos têm."

 

Apolinário afirmou que não apoiará Alckmin porque conhece a maneira de o tucano governar. "São Paulo não precisa de mais um gerente. A base do PSDB é dizer que fez obras, sem visão social", criticou.

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