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Após apelo de Aécio, Temer decide manter Imbassahy até convenção do PSDB

Com a decisão, o provável substituto do tucano na pasta, Carlos Marun, só deve assumir o cargo após essa data

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2017 | 19h35

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer definiu nesta quarta-feira que o deputado Antonio Imbassahy (BA) permanecerá como ministro da Secretaria de Governo pelo menos até o próximo dia 9 de dezembro, quando está marcada a convenção nacional do PSDB, partido do ministro. Com a decisão, o provável substituto do tucano na pasta, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), só deve assumir o cargo após essa data.

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De acordo com fontes da Câmara envolvidas nas negociações, Temer decidiu manter Imbassahy após apelo do senador Aécio Neves (MG), presidente licenciado do PSDB. O tucano mineiro disse ao presidente da República que uma eventual saída de Imbassahy do cargo agora poderia influenciar o resultado da convenção, quando os tucanos devem decidir se desembarcam ou não oficialmente do governo Temer.  

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Temer comunicou a decisão de manter Imbassahy por enquanto diretamente Marun durante reunião no Palácio do Planalto minutos antes da posse do deputado Alexandre Baldy (sem partido-GO) como ministro das Cidades. Além do peemedebista, participaram da reunião o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o líder do governo na Casa, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e o líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP).

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Imbassahy enfrenta pressão do PMDB e de partidos do Centrão, entre eles, PP, PSD e PR, para que seja retirado da articulação política do governo. O argumento é de que um tucano não pode comandar um ministério tão importante, após os sinais de que o PSDB vai desembarcar do governo Temer. O PMDB reivindicou o ministério e definiu o nome de Marun como substituto do ministro tucano.

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