Ageu de Souza/Exército Brasileiro
Ageu de Souza/Exército Brasileiro

Após alta da UTI, porta-voz diz que Bolsonaro vai fazer despachos por videoconferência

Otávio Santana do Rêgo Barros informou que despachos presenciais devem ocorrer apenas na próxima semana

Daniel Weterman, Mateus Fagundes e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2019 | 18h20
Atualizado 31 de janeiro de 2019 | 10h11

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Santana do Rêgo Barros, afirmou nesta quarta-feira, 30, que o presidente Jair Bolsonaro vai fazer a partir de amanhã despachos por vídeo ou audioconferência, caso seja necessário. O presidente recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta tarde, dois dias depois de fazer a cirurgia para retirada da bolsa de colostomia

Desta forma, de acordo com o porta-voz, não há despachos confirmados nem visitas de ministros na quinta-feira. "O presidente está em recuperação plena, mas precisa descansar um pouco mais", disse Rêgo Barros. Ele afirmou que, até o momento, está mantido o plano de internação de dez dias do presidente Jair Bolsonaro. "O tempo de permanência no hospital é aquele necessário. São dez dias previstos, que podem ser antecipados ou postergados".

Segundo o porta-voz, o presidente tem se preservado de falar por causa da possibilidade de formação de gases, que podem causar incômodo.  

No Palácio do Planalto, ministros manifestaram desejo de viajar a São Paulo para visitar o presidente, mas os assessores mais próximos e familiares reforçaram que para o bem-estar de Bolsonaro o ideal é que haja despachos presenciais somente na semana que vem. A decisão, por enquanto, é que os contatos com integrantes do governo sejam feitos apenas por vídeo e audioconferência.

De acordo com Rêgo Barros, mesmo com essas restrições, o presidente apresenta condições de trabalhar. "Ele já vem mexendo no telefone, já assiste televisão", afirmou. Questionado sobre o uso de WhatsApp para deliberar assuntos do governo, o porta-voz disse acreditar que "é possível direcionar e dar diretivas aos ministros" por meio do aplicativo. 

Previdência

O porta-voz também enfatizou a responsabilidade do Congresso na condução da reforma da Previdência, prevista para ser enviada pelo governo em fevereiro. "A partir do momento em que for entregue ao Congresso, vai ser da lavra do Congresso, dos congressistas, dos deputados e dos senadores, a responsabilidade por definir qual é a Previdência que o País precisa para poder alavancar-se no futuro e, de fato, ter sua decolagem tão esperada por todos nós", disse. 

Bolsonaro deve retomar a discussão do conteúdo e do formato da proposta com ministros do governo "à medida que se torne mais forte e que possa deliberar em melhores condições", reforçou o porta-voz. Nesse contato, que poderá ocorrer ainda durante o período de internação, o presidente vai definir quais são suas diretivas no tema, afirmou Rêgo Barros

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