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Após alta, Bolsonaro ainda precisará de roteiro com menos atividades, diz porta-voz

Porta-voz Otávio do Rêgo Barros afirmou que presidente quer sair 'completamente recuperado' do hospital, onde está internado há 10 dias sem data para alta

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2019 | 19h17

Após ter alta do Hospital Albert Einstein, o presidente Jair Bolsonaro ainda terá de ter um ritmo de atividades mais lento do que antes, afirmou nesta quarta-feira, 6, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros. Recuperando-se de uma cirurgia para reconstrução do trânsito intestinal, Bolsonaro está há dez dias internado na capital paulista e o Planalto evita estimar um prazo para o retorno a Brasília. 

Conforme boletim médico divulgado na tarde desta quarta, Bolsonaro apresentou melhora em seu estado de saúde nas últimas 24 horas. Ele continua usando sonda pelo nariz para drenar líquido do estômago e dreno no abdome para retirar líquido da região intestinal. A secreção no abdome diminui consideravelmente desde que o dreno precisou ser colocado, na última segunda-feira, 4, de acordo com o porta-voz. O quadro indica que o aparelho poderá ser retirado "nos próximos dias", afirmou.

Não há visitas programadas até quinta-feira, 7. Nesta quarta, o presidente conversou por telefone com o ministro da Secretaria de Governo, Alberto Santos Cruz, mas somente sobre sua saúde. A orientação médica é que o presidente evite falar para não acumular gases e comprometer a cicatrização da cirurgia que retirou uma bolsa de colostomia.

De acordo com Rêgo Barros, o presidente fez questão de retomar a fisioterapia com bicicleta ergométrica e quer sair "completamente recuperado" do atentado que sofreu há cinco meses em Juiz de Fora (MG), quando foi atingida por uma facada. Ele andou pelo corredor do hospital após ficar dois dias sem caminhadas. 

A assessoria de Bolsonaro esclareceu que o índice de leucócitos nos exames de sangue, utilizado para identificar alguma infecção, estão "dentro da normalidade". No início da semana, exames mostraram aumento de leucócitos e o presidente precisou iniciar um período de sete dias com antibióticos, adiando a alta prevista inicialmente para esta quarta. 

Além disso, Bolsonaro não perdeu nem ganhou peso desde que foi internado, há dez dias, de acordo com o Planalto. O boletim médico divulgado na tarde desta quarta indicou que houve melhora nos exames laboratoriais e de imagem aos quais o presidente foi submetido.

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