Após acusações, Richa pede ao MP para ser investigado

O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), foi hoje ao Ministério Público Eleitoral pedir para que seja investigado, em razão das denúncias de que teria havido caixa dois durante a campanha eleitoral do ano passado. "Vim pedir ao Ministério Público que me investigue, não apenas a minha campanha, que investigue a minha administração, que tem sido pautada pela ética, pela transparência, extremo rigor e austeridade na aplicação dos recursos públicos e, evidentemente, isso tem incomodado meus adversários", disse, ao deixar a sala do procurador federal Néviton Guedes.

EVANDRO FADEL, Agencia Estado

24 de junho de 2009 | 19h20

Richa disse que tinha recebido recados de que "os ataques viriam em direção a minha honra, tentando macular a minha imagem". "Fizeram o que tinham anunciado", afirmou. Ele decidiu reagir com o pedido de investigação total. "Duvido que algum candidato à prefeitura de Curitiba na última eleição tenha uma prestação de contas tão detalhada, tão criteriosa e tão correta quanto a nossa", afirmou. Segundo Richa, foram entregues 16 mil páginas.

O procurador federal disse que ainda vai analisar os documentos entregues pelo ex-servidor municipal Rodrigo Oriente, autor das denúncias, mas deve pedir, em dois dias, que a Polícia Federal instaure inquérito policial. "Vou pedir que produza uma perícia em todas as fitas para verificar a autenticidade do material apresentado", destacou. Guedes ressaltou que pretende encerrar a investigação o mais rápido possível. "Ela ganhou uma conotação política que não é do interesse do Ministério Público, nosso interesse é a apuração dos fatos", acentuou.

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