Após 73 dias de mordaça, Sarney diz ser contra censura

Ele afirmou que se tivesse sido consultado pelo filho teria sido contra o pedido de censura ao jornal

Paulo Maciel, da Central de Notícias,

12 de outubro de 2009 | 02h48

Ao ser questionado sobre a intimidação aos meios de comunicação e especificamente à censura imposta ao jornal "O Estado de S. Paulo" e ao estadao.com.br durante entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, o presidente do Senado voltou a afirmar ser contra qualquer tipo de censura. Ele afirmou que o pedido de censura ao TJ-DF foi feito pelo filho. "Meu filho (Fernando Sarney) tem 56 anos", ponderou o senador. "O advogado diz que ele apenas está resguardando os direitos pessoais dele."

Há 73 dias, liminar do Tribunal de Justiça do DF, em ação movida por Fernando Sarney, proíbe o jornal de publicar dados sobre a investigação da PF acerca de negócios do empresário, evitando assim que o 'Estado' divulgue reportagens já apuradas sobre o caso.

Citando Thomas Jefferson e o início da própria carreira como jornalista, Sarney disse preferir a imprensa sem o Estado do que o contrário. "Ninguém é mais tolerante do que eu, eu nunca processei jornalista", vangloriou-se. Ele afirmou que se tivesse sido consultado pelo filho teria sido contra o pedido de censura ao jornal "O Estado de S. Paulo". "Eu não quero entrar no mérito, porque eu não posso negar solidariedade ao filho."

"Ele (o filho, Fernando) também se sente censurado. Porque a PF durante oito meses censurou o jornal - gravou os duzentos e tantos ramais do jornal que ele tem, ouvindo todas as conversas dos jornalistas. Há alguns casos que nem se pode contar na televisão a respeito da vida pessoal de algumas pessoas do jornal", referiu-se ao jornal O Estado do Maranhão.

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