Após 61 dias, servidores do Ibama do DF encerram greve

Funcionários decidiram voltar ao trabalho na quarta, início do recesso parlamentar

Vera Rosa, do Estadão

13 de julho de 2007 | 14h40

Os servidores do Ibama no Distrito Federal decidiram nesta sexta-feira, 13, encerrar a greve, que já durava 61 dias, e voltar ao trabalho a partir de quarta-feira, quando começa o recesso parlamentar. O fim da paralisação nacional também deve ser aprovado nesta tarde, em assembléias nos outros Estados. Os funcionários tentam, agora, receber a quantia referente a 17 dias de trabalho, já que, por ordem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, houve corte do ponto. A Justiça concedeu liminar aos funcionários.A greve no Ibama não teve motivação salarial. A intenção dos servidores era anular a Medida Provisória 366, que dividiu o Ibama e criou o Instituto Chico Mendes. A MP foi aprovada pela Câmara, mas ainda será votada pelo Senado.Na assembléia da última quinta-feira, no Distrito Federal, os servidores também decidiram reavaliar, no fim deste mês, a conveniência de retomar a greve quando o Senado marcar a sessão para votar a MP, na tentativa de pressionar os parlamentares a rejeitá-la. O fato, porém, é que o movimento começou a se esvaziar a partir de 3 de julho, quando os funcionários do Ibama receberam os contracheques com a tesourada nos salários. No período em que os servidores estavam em greve,, em várias ocasiões, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva- um ex-sindicalista - criticou a greve. Alegou que os servidores pareciam estar em férias e cobrou responsabilidade.

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