Após 49 anos, Senado corta bilhetes para o Rio

O fim da cota mensal de duas passagens aéreas para os senadores irem para o Rio de Janeiro, independentemente do Estado do parlamentar, revela mais um vício do Congresso Nacional. Escorados na alegação de que o Rio distribuía voos para o Brasil e centralizava órgãos públicos e estatais, os senadores ganhavam até ontem verba para compra de dois bilhetes aéreos para a ex-capital do Brasil. Uma das passagens era para o trecho Brasília, Rio, Brasília, e outra saía de Brasília, passava pelo Rio, ia para a capital do Estado do senador, voltava para o Rio e chegava a Brasília. Esse privilégio foi mantido nos 49 anos desde que o Rio deixou de ser a capital do País. Apesar do corte das passagens para o Rio, os senadores mantiveram o mesmo número de bilhetes aéreos por mês: cinco, todos agora saindo de Brasília e indo para a capital do Estado do parlamentar. Na prática, o ato da Mesa Diretora do Senado acabou apenas com as duas passagens para o Rio e os dois bilhetes extras a que os líderes e integrantes da Mesa tinham direito. E. L.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.