André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Após 4 anos, Davos terá um presidente brasileiro

Temer deve chegar à Suíça no dia 23 para Fórum; nome de Alckmin consta de programa, mas tucano diz que não vai

Jamil Chade , O Estado de S.Paulo

09 Janeiro 2018 | 03h00

CORRESPONDENTE / GENEBRA - O presidente Michel Temer deve desembarcar no dia 23 de janeiro em Davos para integrar o Fórum Econômico Mundial no dia seguinte. Essa será a primeira participação do Brasil desde 2014 com uma representação de chefe de Estado.

Outro político brasileiro que consta da programação do evento é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Oficialmente, a participação do tucano se justificaria por conta de São Paulo ter sido escolhida para receber, nos próximos meses, a reunião regional do Fórum Econômico de Davos na América Latina. A assessoria do governador disse a Estado, no entanto, que o tucano não vai participar do Fórum “porque está focado nas entregas e compromissos do governo”.

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Nos bastidores, organizadores admitem que a presença de Alckmin seria de interesse de empresários, curiosos para conhecer os pretendentes ao cargo de presidente do País.

Temer, que deverá fazer um discurso sobre a situação econômica do Brasil no dia 24 para uma plateia de CEOs de todo o mundo, ainda pode aproveitar a viagem para se reunir com empresários e líderes estrangeiros. Na próxima semana, o Fórum irá divulgar oficialmente sua agenda. Mas confirma que a visita de Temer é uma das que estão sendo aguardadas.

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Fontes em Genebra indicaram que o empresariado quer saber o que exatamente está sendo planejado pelo governo para permitir uma retomada da economia, além de uma avaliação sobre o cronograma de reformas, antes das eleições.

Davos esperava contar com Temer em 2017. Mas o presidente acabou cancelando sua participação. Em 2016, a então presidente Dilma Rousseff esteve prestes a viajar. Mas também acabou cancelando. Em 2015, a petista alegou que precisava estar na posse de Evo Morales, na Bolívia, e tampouco viajou até a estação de esqui na Suíça.

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A última aparição de uma autoridade máxima brasileira havia sido em 2014, com Dilma.

Na edição de 2017, um dos principais destaques da delegação brasileira foi o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, escalado para dar três palestras para a elite mundial. 

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