Após 34 dias, Senado analisa representação contra Argello

A Mesa Diretora do Senado reúne-se hoje à tarde para examinar a representação do PSOL contra o senador Gim Argello (PTB-DF), 34 dias depois de o partido acusá-lo de quebra de decoro parlamentar. Argello assumiu o mandato no dia 17 de julho, após a renúncia do titular da vaga, Joaquim Roriz (PMDB-DF). Ambos são acusados pela Polícia Civil de envolvimento no esquema de desvio de recursos do Banco de Brasília (BRB). Roriz renunciou para evitar um processo de cassação. Argello afirma que é inocente e que vai se defender.Os diretórios regionais do PT, PC do B, PPS, PSB e PDT pediram ao corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), que apure contra Argello ?possível quebra de decoro parlamentar associada a crimes de sonegação fiscal, enriquecimento ilícito e desvio de dinheiro público?. Tuma se encontra hoje com os encarregados do inquérito da Operação Aquarela, que revelou o esquema no BRB, para pedir dados sobre a suposta participação de Argello.Dois pareceres da Casa tratam do caso Argello. Um deles, o da Consultoria Legislativa, diz que os desfalques no BRB ocorreram quando ele já tinha recebido o diploma de suplente de senador. Já o parecer do advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, afirma que Argello não pode ser processado porque era suplente à época da fraude contra o banco. Cascais manda arquivar a representação, assim como fez com as três denúncias contra o presidente do Senado, Renan Calheiros. Seus pareceres têm sido ignorados pela Mesa Diretora. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.