Após 13 horas de trabalho, peritos ainda fazem exumação de Jango

Demora se deve à complexidade do processo, ainda sem previsão para acabar

Atualizado às 20h54, Lilian Venturini e Laura Greenhalgh, enviada especial

13 de novembro de 2013 | 20h16

São Paulo - O processo de exumação do corpo do ex-presidente do ex-presidente João Goulart está em andamento e ainda não tem previsão para terminar. Os trabalhos começaram antes das 7 horas desta quarta-feira, 13, e a expectativa inicial era de que fossem concluídos ainda nesta tarde.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Direitos Humanos, o trabalho ocorre normalmente e o tempo exigido deve-se aos detalhes que envolvem o processo. Pelo perfil oficial do Twitter, a secretaria informou que a urna com os restos mortais de Jango deve deixar o Cemitério Jardim da Paz, no município de São Borja (RS), por volta da meia-noite.

Também segundo o órgão, está mantida para a manhã desta quinta-feira, 12, a cerimônia de chegada do corpo do ex-presidente na Base Aérea de Brasília, onde será recebido com honras militares pela presidente Dilma Rousseff.

Exumação. No início dos trabalhos, os peritos perfuraram a gaveta de cimento onde estava o caixão e aguardaram a liberação total dos gases resultantes da decomposição do corpo, para então retirarem o caixão para o ambiente externo. Amostras do ar interno, confinado na gaveta, também foram colhidas para análises. O acesso ao jazigo foi isolado.

A perícia dos restos mortais será concluída no Instituto Nacional de Criminalística (INC), órgão da Polícia Federal, em Brasília. Vão participar técnicos brasileiros, argentinos, uruguaios e um especialista cubano. As análises tentam esclarecer se Jango morreu em consequência de problemas cardíacos ou envenenado por agentes da Operação Condor, espécie de consórcio formado entre governos militares sul-americanos para repressão e eliminação de opositores políticos. Não há prazo para divulgação do laudo conclusivo.

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