Após 12 anos, a mesma tática do jogo de palavras

O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2015 | 02h05

CENÁRIO: João Villaverde

Depois de passar cinco meses falando em aumento de impostos, em corte de gastos e investimentos públicos e em restrições a benefícios sociais, a ordem agora no governo Dilma Rousseff é evitar ao máximo a expressão "ajuste fiscal". A ideia é mudar a comunicação do governo - e da equipe econômica em especial - para uma espécie de agenda do crescimento.

Coincidentemente, foi também em junho, mas de 2003, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rompeu a retórica de controle fiscal da época para adotar o "espetáculo do crescimento".

A meta agora é destacar os esforços para os diferentes setores empresariais. O agronegócio e os agricultores familiares terão o Plano Safra. Em seguida, será a vez das empresas de infraestrutura, com pacote de concessões de aeroportos, rodovias e ferrovias. Como afirmou ao Estado o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, o plano do governo é realizar concessões de forma contínua e anual.

O governo ainda prepara o Plano Nacional de Exportação, voltado à indústria, e a terceira fase do programa habitacional Minha Casa Minha Vida.

No governo, trabalha-se com "apenas" duas notícias duras para este mês. A primeira é que a Fazenda manterá o foco sobre o projeto de lei que revisa a desoneração da folha de pagamentos. O projeto desagrada a empresários de 56 setores hoje beneficiados. A segunda é que o governo conta com ao menos mais uma elevação, pelo Banco Central, da taxa básica de juros, de 0,5 ponto porcentual.

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