Apolinário avalia que DEM vive 'momento difícil'

Um dos remanescentes na bancada do DEM na Câmara Municipal de São Paulo, o vereador Carlos Apolinário reconhece que a sua sigla está atravessando um "momento difícil" e vê com ressalvas a forma como integrantes do partido em São Paulo têm lidado com as baixas contabilizadas desde março, após o anúncio da criação do PSD. O parlamentar avalia que a legenda perdeu lideranças de peso nacional e não descarta novas baixas para a agremiação criada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

04 de maio de 2011 | 13h41

"É claro que você vê com preocupação, porque o partido tem perdido em todo o Brasil lideranças importantes", avalia o vereador, que tem reclamado de não ser chamado para reuniões partidárias realizadas em São Paulo. "Para você fazer um partido crescer, você não pode fazer com meia dúzia, tem de fazer com todos", defende.

Diante do atual quadro, o vereador considera que não será simples para o DEM recuperar-se das últimas baixas, como a da senadora Kátia Abreu (TO) e do governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo.

"Esse prejuízo, para ser reparado, não é fácil", avalia. "A gente tem que reconhecer que está passando por um momento difícil dentro do DEM."

O parlamentar prega que a sigla não pode mais perder nomes e sugere que todos os seus integrantes trabalhem juntos para encontrar um rumo. "O partido não está em condições de perder ninguém. E como você faz para não perder ninguém? Reúne a família que sobrou e encontra um caminho junto."

Mesmo afastado da liderança da bancada do DEM, desde que apoiou a candidatura do petista Aloizio Mercadante ao Palácio dos Bandeirantes, o vereador não cogita, por enquanto, deixar o DEM. "Eu prefiro continuar discutindo no DEM até o último momento."

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