DIDA SAMPAIO/ESTADÃO (8/2/2021)
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO (8/2/2021)

Apoio e rejeição a Bolsonaro ficam estáveis em fevereiro, diz pesquisa

Segundo XP/Ipespe, índice de avaliação negativa se manteve entre 42% dos entrevistados, e aprovação variou de 30% para 31% entre os dias 4 e 23 deste mês

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2021 | 19h28

O apoio e a reprovação ao governo de Jair Bolsonaro mantiveram-se em índices estáveis ao longo do mês de fevereiro, segundo pesquisa da XP Investimentos em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), divulgada nesta quarta-feira, 24. A porcentagem de entrevistados que considera a gestão ruim ou péssima ficou em 42%, mesmo índice da pesquisa anterior, realizada em 4 de fevereiro. A avaliação do governo como ótimo ou bom variou de 30% para 31%, dentro da margem de erro de 3,5 pontos porcentuais. 

A avaliação como regular também oscilou um ponto porcentual, de 25% para 24%. A pesquisa, com abrangência nacional, realizou 800 entrevistas por telefone entre os dias 22 e 23 de fevereiro. 

Com o resultado, Bolsonaro mantém o patamar de apoio verificado na pesquisa desde janeiro. O presidente sofreu uma queda de popularidade na virada do ano, segundo pesquisas do XP/Ipespe e outros institutos. Entre dezembro e janeiro, a porcentagem de entrevistados que consideram o governo ótimo ou bom caiu de 38% para 32%, e não se recuperou desde então. No mesmo período, a rejeição a Bolsonaro foi de 35% para 40%

Petrobrás

A XP/Ipespe também questionou os entrevistados sobre a troca de comando na Petrobrás, a definição nos preços dos combustíveis, a agenda de privatizações do governo e o pagamento do auxílio emergencial – temas que mobilizaram o noticiário nas últimas semanas. Essas questões não foram abordadas de forma continuada na pesquisa. 

Sobre a troca do presidente da estatal, 40% dos entrevistados disseram que Bolsonaro errou na decisão, e 38% disseram que ele acertou. Sete em cada dez entrevistados responderam que ficaram sabendo da troca de comando, e 28% disseram que não sabiam. Entre aqueles que declaram ter votado em Bolsonaro em 2018, 62% concordam com a decisão do presidente e 18% dizem que ele errou. 

Quatro em cada dez entrevistados dizem que os preços de combustíveis devem ser definidos pelo mercado, mas concordam que o governo estabeleça prazo para reajustes – a cada três meses, por exemplo, sugere a resposta no questionário da pesquisa. Outros 25% defendem que o preço dos combustíveis seja definido sem interferência do governo. Além disso, quase 70% dos entrevistados são favoráveis à criação de um novo auxílio emergencial, entre R$ 200 e R$ 300, por mais alguns meses no País. 

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